A Mente que Esculpiu o Impossível: por que fui escolhida para falar sobre neuropsicologia, saúde mental e potencial humano
Entenda por que a Ozinéa da Silva foi escolhida pela Leste Valley Talks e como a neuropsicologia transforma o “impossível” em direção clínica.
Luci Gomes
2/27/20264 min read


Ser escolhida para o tema “A mente que esculpiu o impossível” pela Leste Valley Talks, na edição “Mulheres do Leste”, não é um troféu pessoal — é um símbolo. Um símbolo de que existe um movimento acontecendo no nosso território: mulheres liderando com propósito, técnica e coragem; e, principalmente, colocando a saúde mental e o funcionamento do cérebro no centro das decisões de vida, trabalho e família.
Eu sou Ozinéa da Silva, neuropsicóloga clínica, com mais de 18 anos de experiência. Minha história na psicologia começou depois de uma experiência pessoal transformadora em terapia. Foi ali que eu entendi, com profundidade, que o cuidado psicológico não é “conversa”: é reorganização de vida. É aprender a olhar para si com verdade, construir recursos internos e recuperar autonomia emocional.
Ao longo da minha trajetória, aprofundei minha formação em Neurociências aplicadas à Reabilitação, Neuroaprendizagem, Neuropsicologia e Terapia Familiar, com base em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) para crianças, adolescentes e adultos. Atuo em consultórios no centro de São Gonçalo e Niterói, com o compromisso constante de expandir o acesso e alcançar mais pessoas e lugares, como Itaboraí.
O que chamam de “impossível” na prática clínica
Quando alguém lê “a mente que esculpiu o impossível”, é comum imaginar algo extraordinário, distante, quase cinematográfico. Mas, no consultório, o “impossível” costuma ser silencioso. Ele aparece em situações que foram mal interpretadas por tempo demais:
1) Mulheres que aprenderam a sobreviver em vez de viver
Mulheres que passaram anos ouvindo que são “ansiosas”, “sensíveis demais”, “intensas”, “desorganizadas”, “difíceis”. Muitas delas se tornaram altamente funcionais por fora e profundamente cansadas por dentro. O preço aparece no sono, na irritabilidade, na sobrecarga mental, na culpa e na sensação de não pertencer.
2) Famílias tentando organizar a vida sem mapa
Quando uma criança tem dificuldades de aprendizagem, atenção, autorregulação ou comportamento, a família frequentemente recebe opiniões — mas não recebe direção. Sem uma avaliação adequada, a casa vira um campo de tentativa e erro: culpas, brigas, rótulos e exaustão.
3) Potenciais altos aprisionados por diagnósticos superficiais
Uma pessoa pode ser brilhante e, ao mesmo tempo, viver sob sofrimento emocional ou cognitivo. Pode haver TDAH, traços de neurodiversidade, sobrecarga crônica, ansiedade, depressão, luto, traumas, dificuldades executivas. Sem investigação e acompanhamento ético, a história vira “falta de força de vontade”.
É por isso que eu repito uma frase que guia meu trabalho: o “impossível” muitas vezes é apenas o que ainda não foi compreendido com profundidade.
Por que a neuropsicologia muda o jogo (e por que isso é autoridade, não promessa)
Existe uma diferença enorme entre “eu acho” e “eu avaliei”. A avaliação neuropsicológica, quando bem conduzida, ajuda a compreender com método como estão funções como atenção, memória, linguagem, velocidade de processamento, funções executivas, além dos aspectos emocionais que atravessam a performance e a vida cotidiana.
E aqui está o ponto central: avaliação não é sentença. Não é carimbo. É mapa.
Um mapa que orienta:
- estratégias de estudo e aprendizagem
- intervenções terapêuticas mais precisas
- adaptações funcionais para casa, escola e trabalho
- comunicação familiar mais saudável
- metas reais, com menos culpa e mais direção
Na prática, isso significa transformar confusão em clareza. E clareza é uma das formas mais profundas de liberdade emocional.
Por que eu fui escolhida para falar sobre “A mente que esculpiu o impossível”
Porque eu sustento um tripé que, na saúde mental, é inegociável:
1) Ciência aplicada
Não trabalho com “atalhos emocionais” nem com promessas fáceis. Trabalho com método, evidência, experiência clínica e plano terapêutico.
2) Acolhimento sem romantização
Acolher não é dizer “vai ficar tudo bem”. Acolher é criar um espaço de compreensão e responsabilidade, onde a pessoa se sente vista, mas também encontra direção.
3) Ética e confidencialidade
Saúde mental exige cuidado com limites. Meu compromisso é com a privacidade, o respeito à história e o que é tecnicamente responsável — especialmente ao falar de temas sensíveis como neurodiversidade, ansiedade, trauma e sofrimento psíquico.
A Leste Valley Talks, na sua linha editorial, fala de mulheres que transformam cuidado em profissão, arte em ferramenta de cura e estratégia em ato de amor. Eu acredito profundamente nessa frase — com uma ressalva importante: amor, na clínica, também é rigor técnico. É fazer bem-feito. É proteger o paciente de soluções superficiais.
O “impossível” que eu ajudo a esculpir todos os dias
Eu ajudo pessoas a:
- compreenderem o próprio funcionamento cognitivo e emocional
- reduzirem culpa e autocobrança tóxica
- reconstruírem identidade e rotina com mais estabilidade
- encontrarem linguagem para o que sentem (e para o que nunca conseguiram explicar)
- retomarem performance cognitiva com saúde (não com produtividade extrema)
E quando esse processo acontece, algo muda de lugar: a pessoa para de se ver como “defeituosa” e começa a se ver como alguém que precisava de compreensão, método e suporte.
Agradecimento
Meu agradecimento à Leste Valley Talks e à edição “Mulheres do Leste” por abrir espaço para uma conversa madura sobre protagonismo feminino com profundidade — e por reconhecer que saúde mental, neurociência e desenvolvimento humano não são temas “paralelos” ao empreendedorismo e à liderança. Eles são a base.
Se este artigo falou com você
Se você sente que está carregando um “impossível” sozinha — seja na sua vida emocional, no seu sono, na sua rotina, na maternidade ou na aprendizagem do seu filho — considere isso um convite para buscar direção qualificada.

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